Marcadores

Mostrando postagens com marcador aniversário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aniversário. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de agosto de 2014

Eu tinha dez anos


Tudo na minha vida parece ter acontecido quando eu tinha dez anos. "Eu tinha dez anos" é uma frase corriqueira minha, quem me conhece sabe. Há alguns dias, fiz 22. Mas as minhas histórias mais memoráveis, os causos que mais conto, se passaram todos entre os anos de 2002 e 2003, quando eu tinha dez.
Parei pra lembrar de como foi meu 26 de agosto de 2002. Foi o melhor dos aniversários: o de dez anos. Não teve festa, nem nada disso. Mas eu faltei aula na escola e passei o dia inteiro com a minha mãe. Fomos ao shopping, parque de diversões, depois almoço no meu restaurante preferido. Sempre fui meio ruim de boca, mas me esbaldava naquele cardápio regional. Por ser meu aniversário, eu tinha licença poético-gastronômica pra encher o prato com os olhos. E olha que, como diz um amigo meu, os meus olhos são GRANDES. 
E depois minha família foi encontrar a gente e eu vi todos os meus presentes de aniversário daquele ano ali, na hora que estavam sendo comprados. E voltamos todos juntos pra casa ao fim da tarde, e eu tava tão feliz. Foi uma delícia de dia, o meu primeiro com dez anos de idade. E o ano que se seguiu foi cheio de acontecimentos marcantes, pequenas histórias que eu divido até hoje, 12 anos depois.
Já nem sei bem o que eu pensava pra esse texto quando comecei a escrevê-lo, nem o porquê de eu tê-lo pensado como uma crônica. Mas é isso, mundo: queria dividir com você que quando eu tinha dez anos... Ai, como eu fui inesquecivelmente feliz!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mais uma primavera da borboleta

Mais um ciclo se fecha para dar lugar a outro. É reveillon em mim! Pensando nas perdas e ganhos pela estrada da vida, inevitavelmente me peguei desvendando alguns mistérios contidos em minha existência.
O caminho até aqui foi longo e espero que a estrada à minha frente seja ainda mais. Perdi alguns pedaços, ganhei outros tantos. Mas aprendi que na vida a ordem é nunca parar, é sempre procurar evoluir, aprender, mudar... Porque a vida se movimenta constantemente, e se você fica parado, certamente é deixado pela estrada.
Nos últimos anos aprendi que a morada que Deus almeja não é feita de paredes e concreto, mas de carne e sangue: meu coração. Aprendi que enquanto tantos me apontam o dedo na cara, Ele me estende a mão, o olhar, o amor... Aprendi que nada consegue ter aproveitamento positivo quando violenta a verdade de quem somos e do que nos faz feliz. Aprendi que ser bom é fundamental. Aprendi que não preciso ser santa para que Deus me ame, e que a santidade não é um lugar; mas que ao meu jeito devo buscá-la.
Aprendi que hipocrisia é mais praticada do que se pensa, e que as máscaras caem mais rápido do que se supõe. Aprendi que com o tempo a gente sempre percebe onde estão os verdadeiros amigos, e procura uma distância desesperada dos falsos. Aprendi a tomar por irmãos os amigos certos. Aprendi a não me lamentar quando alguém se afasta, mas a sentir alívio por Deus tirar possíveis males de minha frente.
Aprendi a seguir o meu caminho sem medo, porque nas palavras encontro meu lar. E se não for por meio delas, a felicidade profissional jamais virá até mim. Aprendi que o que é bom na gente, a gente externa... Ouvi a música em mim e a externei. Encontrei nela um atalho, um refúgio. Um amor maior do que eu esperava.
Aprendi que amor sempre dói, mas não vale a pena se for dor. Aprendi também que tem amor que não se esquece, mas se engaveta para deixar nosso amor-próprio aparecer. Aprendi que o amor da minha vida nunca vai ser um cara, porque esse posto na realidade é de uma mulher... Que não por acaso, me deu à luz. Aprendi que ela se foi, porque sua hora era chegada, mas as coisas boas que ela me deixou a fazem sempre presente.
Aprendi com uma cantora que tristeza passa, sim. E que a vida é mesmo agora... Essa mesma cantora, além dos ensinamentos, me deu algo mais de precioso: amigos. Amigos de longe, de não tão longe. Mas que no fim das contas, são todos de perto... Não há proximidade maior do que morar no coração da gente.
Obrigada, Deus, por mais uma primavera. Obrigada porque a vida é uma escola... E mesmo certamente não sendo a primeira da turma, tento vencer as dificuldades de aprendizado e fazer direitinho minha lição de casa. E que venham outras primaveras... Várias, e esbanjando cada vez mais beleza e perfume. E por enquanto... Olhemos as flores de agora. E colhamos mais tarde os frutos de um novo tempo, que sempre vem. E eu vou seguir cantando e borboleteando no meu jardim. Construindo novos casulos, me refazendo e depois saindo deles... Sempre como uma borboleta com novas cores. Mas ainda assim sendo a mesma borboleta. Feliz ano novo para mim. E para os meus.

domingo, 29 de maio de 2011

Em nome de todas as coisas lamentáveis pelas quais você me fez passar, hoje eu poderia te desejar coisas mais lamentáveis ainda. E teria todo o direito de fazer isso, acredite. Mas não é pagando na mesma moeda e cobrando juros que vou ter minha superioridade provada, nem vou mostrar que você simplesmente passou.
Eu te expulsei da minha vida e tranquei a porta pra você nunca mais entrar. Mas você deixou marcas, sinais, vestígios de que esteve aqui. São lembranças, ainda que agora estejam vazias de sentimento, ainda que não me causem mais muita coisa. É só por elas que, especialmente no dia de hoje, te desejo saúde, paz, e principalmente amor. Pra que você aprenda de verdade o que ele é, cresça, vire gente e não faça com mais ninguém o que fez comigo. Vá ser feliz... E bem longe de mim, por obséquio.
"Essa é a última oração pra salvar seu coração...".