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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Desabafo II

Perdi a paciência com quem tem várias faces, e mente, e joga, e finge. Não é porque a vida é um espetáculo que temos que atuar.
Gente de mente pequena sempre se julga esperta. Acha que ninguém percebe, ninguém sabe, ninguém nota a borda da máscara descolando da cara. Mas essência fajuta de um ser é igual a perfume barato: arde no nariz, irrita a pele e denuncia origens transviadas.
Tenho pena de quem ergue bandeira branca pela frente, e pelas costas tenta puxar tapetes. Tenho pena também de quem some sem deixar rastro, jogando toda uma vida pela janela. E tenho pena de quem tem pena de mim. Porque aos trancos e barrancos eu sou forte... E não preciso de pena.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

P-O-E-M-A.


Há tempos não escrevia um. Quis, então, resgatar em mim os versos. Aqueles que sou eu que penso, eu que sinto, eu que sonho, eu que escrevo, mas que não são meus. São sempre teus. Somente.

Máscara, face
E olho, e céu
Esquecimento:
Tormento cruel.
Esqueci-me de mim
E de ti só me lembro
Os versos que te escrevi
Jogaste, sem dó, ao vento
Restos de tua exitência:
Eis com o que me contento!
Será que te amo mesmo?
Ou será que cega, te invento?