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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Amanhecendo

Que nosso amor amanheça
Junto ao primeiro sol do ano
Que a gente se mereça
Que não seja engano

Que a gente plante rosas
Que tenha verso e prosas
Pra gente se rimar

Neste ano novo, de uma vida breve
Que o vento passe e leve
O que nos afastar




terça-feira, 7 de outubro de 2014

Poeminha fora de hora



Eu vou diminuir
Ir para o norte
Esperar que a sorte
Venha me buscar

Não foi culpa minha
Não foi culpa sua
Não foi culpa nossa
Eu me apaixonar

Te faço um verso
Simples, claro
E atesto
Aqui não era bem o meu lugar

Vou lembrar da gente
Te levar na mente
A pele esquenta
Só de imaginar

Vai e nem comenta
Vê se te orienta
Vou seguir meu prumo
Me jogar no mar

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Diferença rimada


Ele só dorme
Quando eu me levanto
Vinho que sorve
É tinto
O meu é branco
Mas eu não minto
Dele eu gosto tanto
Que até voltei a rimar

A gente é diferente
Mas se agrega
Numa fé cega
De quem sabe amar

E se a gente não se encontrasse
O acaso escrevia uma frase
Eu seria sujeito
Ele predicado
Contendo meu verbo 
E todo meu passado
E todos os tempos que estivessem por vir

E nem importa
Se ele pensa em futebol
Enquanto eu quero ver novela
Fechei a porta
Mas ele é farol
Sua luz entrou pela janela

segunda-feira, 26 de abril de 2010

P-O-E-M-A.


Há tempos não escrevia um. Quis, então, resgatar em mim os versos. Aqueles que sou eu que penso, eu que sinto, eu que sonho, eu que escrevo, mas que não são meus. São sempre teus. Somente.

Máscara, face
E olho, e céu
Esquecimento:
Tormento cruel.
Esqueci-me de mim
E de ti só me lembro
Os versos que te escrevi
Jogaste, sem dó, ao vento
Restos de tua exitência:
Eis com o que me contento!
Será que te amo mesmo?
Ou será que cega, te invento?